Quatro grupos de viajantes para transformar o sector das companhias aéreas de acordo com estudo financiado pela Amadeus
“Future Traveller Tribes 2020” desenvolvido pelo Henley Centre HeadlightVision e Amadeus identifica quatro grupos chave, cada um com necessidades específicas, que potencialmente irão alterar o tipo de serviços que as companhias aéreas oferecem e como elas os oferecem.
Um importante relatório, o Future Traveller Tribes 2020, identificou pela primeira vez as principais tendências sociais, geopolíticas, económicas, de consumo e tecnológicas que irão determinar quem viajará no futuro, que grupos irão ser potencialmente dominantes e quais serão as suas necessidades individuais. Viajantes habituais cosmopolitas (em inglês “Cosmopolitan Commuters”), Executivos Globais, Seniores Activos e Clãs Globais são os quatro grupos chave que se espera que apareçam nos próximos 10-15 anos. O relatório, um estudo conjunto do Henley Centre HeadlightVision (HCHLV), uma consultora de futuros globais e da Amadeus, o fornecedor líder de soluções tecnológicas para o sector das viagens, foi desenvolvido seguindo pesquisas significativas e informações de peritos em viagens, companhias aéreas e tecnologia.
O Future Traveller Tribes 2020 também revela que a tecnologia deve responder progressivamente e intuitivamente às necessidades individuais das pessoas durante toda a sua viagem. Este conceito, que é referido como a ‘humanização da tecnologia’, poder-se-á ver em áreas chave de desenvolvimento como identidades digitais de confiança, sistema de informação integrados, informação em tempo real / geo-relevante e novas tecnologias de comunicação.
De acordo com Frédéric Spagnou, Vice-presidente, Airline Business Group, Amadeus: “estamos comprometidos a permanecer na linha da frente do entendimento do que os viajantes querem e precisam, agora e no futuro. Este inovador estudo, que identificou quatro grupos, cada um com necessidades distintas, deve ajudar-nos a todos a considerar como podemos disponibilizar novos serviços de uma forma mais eficaz. A ideia de humanização da tecnologia irá resultar numa viagem mais simplificada, intuitiva e pessoal para todos.” E continua: “apesar do futuro nunca ser certo, esperamos que o Future Traveller 2020 estimule o debate em toda a indústria sobre o futuro da viagem. Uma coisa é certa, o viajante deverá permanecer o foco do sector se queremos ter crescimento e rentabilidade constantes.”
Os Quatro Grupos de Viajantes
O Future Traveller Tribes 2020 analisa o impacto das maiores tendências internacionais tais como a globalização dos negócios, política, migração e turismo. Estas tendências são consideradas em paralelo com as maiores tendências de consumo como o aumento da preocupação com o ambiente e a afluência para uma maior procura de personalização e a procura pela saúde e bem-estar. É com este pano de fundo, juntamente com extensivas entrevistas com representantes de companhias aéreas, líderes do sector e peritos em tecnologia, que os quatro grupos foram identificados. Estes incluem:
- Executivos Globais: viajantes da ‘elite’ dos negócios que querem uma experiência do tipo de jacto privado, predominantemente de mercados de economias emergentes como o Brasil, Rússia, Índia e China, que terão um crescimento significante na próxima década.
- Active Seniores: os viajantes mais velhos, abastados e saudáveis, com idades entre os 50 e os 75, irão viajar com objectivos culturais e de lazer, impelidos pelo crescente envelhecimento da população.
- Viajantes habituais cosmopolitas: aqueles que vivem numa cidade mas trabalham noutra e utilizarão viagens aéreas para se deslocarem.
- Clãs Globais: pessoas que progressivamente utilizam as viagens aéreas para visitar membros familiares (família alargada) globalmente dispersos. Grupo irá aumentar devido à migração global.
“Pela primeira vez este relatório junta duas grandes macro tendências, mudanças no comportamento do consumidor e desenvolvimentos tecnológicos para ilustrar uma visão realística de que grupos de viajantes irão surgir nos próximos 10-15 anos. Esperamos que tenha um impacto significativo na forma como os serviços de viagens serão disponibilizados de futuro. É essencial que os fornecedores de viagens comecem a pensar seriamente em como as necessidades do viajante irão evoluir e o que pode ser feito para assegurar a fidelidade do cliente,” de acordo com Sian Davies, Chief Executive, Henley Centre HeadlightVision.
O papel da tecnologia na intensificação da experiência do cliente
A humanização da tecnologia, que irá reforçar a facilidade de utilização e resposta, será vista durante todo o processo das viagens, da reserva, passando pelo check-in, in-flight, até à recolha da bagagem. Potenciais desenvolvimentos tecnológicos que suportam o conceito da humanização incluem: no curto prazo, identificação por cartão SIM, informação personalizada sobre destinos, actualizações de viagens por telemóvel, consierge digital; e, no longo prazo, memórias digitais, óculos 3-D, RFID para pessoas e bagagem e quiosques de check-in humanóides.
Os cenários explorados no relatório vão desde os viajantes terem a possibilidade de conduzir passeios virtuais para se familiarizarem com o aeroporto antes de saírem de casa, até à utilização de tecnologias sensoriais para dizer se os clientes estão ansiosos no check-in.




